O ano está acabando, mas ainda dá tempo para fazer um montão de coisa.
Nada de ficar dizendo, o ano que vem eu faço dieta, o ano que vem eu deixo aquele cara mala, o ano que vem eu começo meu curso de mandarim, o ano que vem eu estudo (essa é típica, não é?), abaixo ao “o ano que vem eu vou...”
Meu bem, ainda temos dois meses – está bem eu exagerei, só um mês – mas, e daí? Se você está de saco cheio do ciumento do seu namorado, por que não terminar agora? Se você precisa do mandarim, faça a matrícula e já, deixando tudo pra depois você pode ter grandes chances de não fazer absolutamente NADA.
Está certo que tem coisas que necessitam de tempo para serem realizadas, e são exatamente essas coisas que devem ir para a famosa lista de desejos, mas já que não consegue realizá-las nesse instante, experimente pelo menos começar, nada de ficar esperando o primeiro dia do ano, poupe seu tempo, como dizem por aí: “tempo é dinheiro”.
Pinte o cabelo, renove o guarda-roupa, faça as pazes, salte de pára-quedas, beije mais, hoje, não o ano que vem pra quê ansiar um ano novo, se temos um tão experiente?

Eu tenho mais ciúmes das minhas amigas do que do meu namorado, isso é fato e ninguém muda. Só pelo fato de que viver sem um namorado é superável, é mesmo, no começo parece que o mundo vai acabar, mas ele continua intacto e logo volta a ser como era antes, mas viver sem uma amiga não é nada fácil.
Às vezes é difícil dizer a verdade nua e crua, às vezes é difícil dizer que aquele cara não serve pra ela, às vezes é difícil ter que deixar ela se machucar pra que ela aprenda, às vezes é muito difícil não brigar, mas como dizem por aí “o que vem fácil também vai fácil”.
O que temos aqui na terra, essa vidinha, é muito pouco comparado com o que temos dentro de nós. Os sentimos não podem ser simplesmente mais uma passagem da vida, por isso que eu prezo cada instante, cada pessoa, cada sorriso que passa por mim, porque isso deve ficar guardado em algum lugar, tem de ficar, não é possível que nossos amigos se tornem apenas uma pequena parcela do que, um dia, foram tudo em nossa vida.
Sim, eu acredito em mais, muito mais, por isso daria minha vida por eles, sem pensar, sem remediar, e o mais importante, sem esperar nada em troca.

Eu confesso que não gosto muito do Natal, mas de Ano Novo eu adoro. Gosto daquela sensação de começar do zero e poder fazer tudo diferente, dá vontade de mudar tudo, arrumar o guarda-roupa, mudar os móveis do lugar, pintar a parede de amarelo limão, e parte disso é fazer a famosa listinha de promessas, pode parecer piegas, mas no fundo no fundo aquela promessa de “vou emagrecer 300g” é algo que você deseja de coração.
Lógico que tem promessas que fazem parte desta lista há anos, como “usar meu óculos todos os dias”, mas eu não desisto de colocar lá na folhinha de papel, vai que um dia eu absorva essa dívida com meu oftalmologista por osmose.
Há outras promessas que são específicas de cada ano, desejos incomensuráveis, a desse ano é “passar no vestibular”, quando você é criança faz planos e parece que tudo está muito longe, e de repente você olha e puf, já está na hora de incluir o seu grande sonho na lista.
Existem pessoas que acham isso inútil, mas eu acredito que escrever nos faz enxergar como pessoas externas, elas sempre vêem tudo com mais clareza, quando escrevo também parece que torno meus desejos mais concretos, mais palpáveis.
Tente, só basta caneta, papel e um pouquinho de desejos para o novo ano, tenho quase certeza que você tem todos esses pré-requisitos.
