Vidas Ilustradas


De Repente Eu

 

 

Com tantas invenções mirabolantes, com as quais me enrolo nos fios, me desconfiguro com os botões, me transformo em bilingüi com os manuais, simples e fáceis de serem entendidos – por um japonês, é claro!
O que eu queria mesmo era aquele pó do desejo, aquele que a Jennifer Garner usa em De Repente 30, algo bem perolado e cinematográfico.
Seria legal saber como estarei daqui a 13 anos, se terei realizado meus sonhos com meus próprios méritos ou se ficarei decepcionada como Jenna ficou ao saber que tinha se tornado uma mulher pilantra e oportunista.
Se estarei casada com o cara que conheço há 10 anos e namoro há 4 ou se terei um caderno cheio de nomes e coração farto de espaço.
“Destino, tú me destinas alguma dádiva indesejável?”, esse lance de ficar pensando no futuro me deixa em pane.
Acho que no fim o que ela queria dizer é que o nosso destino é a gente que faz e o pó mágico são nossos sonhos, desejos, vontades, mas que não devemos atropelar os anos para que ele se torne real, e que apesar dessa parnafernalha toda, manual pra vida ninguém se atreveu a fazer.



Escrito por Jhé Cruz às 4h39 PM
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Beleza Caipira

 

 

Às vezes a gente fica pensando no que escrever e acaba não percebendo que a história está logo ali, na vida, sem necessidade de acentuação.
Nessa semana 23 alunos numa sala de 50 votaram num mesmo professor para paraninfo, e lógico entre as 28 opções de voto ele foi o escolhido, porém muitos alunos – uns 15 mais ou menos – o denominam como “robô”, pelo seu modo de ser.
Ele não é um professor carismático, piadista e nem amigão de todos, isso até eu que voto nele tenho que admitir.
Entretanto, ele é reitor de uma universidade, diretor da cadeira de geografia e leitor – diário – de todos, eu disse todos os jornais de São Paulo.
Mas, e daí? O que importa é que desde que a nossa turma o presenteou ironicamente com um livro de piadas, daqueles que custam R$0,99 e falam de loiras e portugueses, ele mudou e agora até conta piadas, daquelas bem inteligentes que você precisa pensar, mas piadas.
E foi por essa humildade, que na festa de paraninfo todo mundo entendeu que o que importa não é a posição que ele tem devido a sua inteligência e sim a sua beleza, mas aquela beleza que todo mundo devia cultivar dentro de si.



Escrito por Jhé Cruz às 4h42 PM
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Enxergue o bem

Inveja, dificilmente se encontra na lista de virtudes das pessoas e normalmente tratam com desprezo quem se mostra invejoso, acredito que ela pode ser vista como um sentimento bom.
A pessoa da qual você tem inveja pode tornar-se seu espelho e unir forças para a busca de seus sonhos.
Se você quer ser uma cantora famosa e admira muito a Ivete Sangalo a ponto de seguir todos os passos dela, sim, você pode adquirir muitos (bons) contatos e se dar bem.
Porém, tome cuidado, os excessos sempre são prejudiciais, deixar de estudar música e achar que o talento dela entrará em você por osmose não te tornará bem sucedida, mesmo que você se torne a “best friend” do diretor da Sony Music.
Quando você se der conta de que sente inveja de alguém não se martirize, busque algo de bom, tire proveito, cresça, amadureça e acima de tudo não confunda inveja com querer o mal.



Escrito por Jhé Cruz às 3h24 PM
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Sonho de ser Maria, quem não tinha?

"Mexe, mexe, mexe com as mãos, chiquititas, mexe, mexe, mexe, com os pés, chiquititas..."Eu gostava tanto que até dançava, cantava, imitava as cenas, inclusive aquela em que as crianças são castigadas e ajoelham no milho - descobri que não dói tanto assim - queria que elas voltassem, porque sinceramente não consigo imaginar um orfanato com escada em formato de piano como é mostrado nas Chiquititas moderninhas.
Eu quero a minha novela que contava com a Mia, jardineira xadrez, a Maria e principalmente as fofocas de menina no quarto.

P.S.: E o lindinho do Kadu!

Escrito por Jhé Cruz às 4h19 PM
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Será que eles são bonzinhos?

Por volta dos meus 11 anos li em algum lugar que "o americano gosta tanto do negro que até contruiu um elevador só pra ele" e foi isso que pensei há um mês atrás quando ouvi que vão contruir uma universidade para negros aqui no Brasil.
O problema vai muito além de nascer negro ou não, se eu fosse negra e visse o presidente me doando três pontos no vestibular eu teria raiva e vergonha, afinal estariam me subjulgando por causa da minha raça.
Desde quando alguém é mais burro por ser negro ou baiano?
Isso não existe, o que existe são crianças fora da escola porque têm que trabalhar, o que existe são professores incapacitados, o que existe são políticos interessados em uma população ignorante, o que existe é uma manipulação dos negros a favor do governo, sendo que nada do que foi dito aqui tem haver com cor.
Não é o vestibular que tem que ser mais fácil para que a massa consiga uma boa educação, é o ensino básico que deve se tornar mais difícil.E não me venha com desculpas de que assim haveria mais repetências, quando o aluno é incentivado aos estudos desde pequeno, não é a cor que vai mudar a vontade e a dedicação de ser alguém na vida.
Por fim, cotas, universidades para negros, para índios, para o-menino-da-bala-no-metro não é mais do que uma máscarta da imundice do ensino básico brasileiro, não se deixe enganar se você levou o ensino fundamental e médio na barriga, porque os políticos não se enganam e não daríam cotas se acreditassem realmente numa inclusão social, afinal políticos tão bonzinhos assim só se vê em contos de fada.

Escrito por Jhé Cruz às 1h14 PM
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